Arquivo da tag: Leitura

Clubes/Grupos de Leituras

Uma interessante forma de estimular e manter o hábito da leitura é promover o diálogo entre os leitores, e os Clubes (ou Grupos) de Leituras são ideias que se adequam bem a estes objetivos. Podendo ser formados em Escolas, em Universidades, Bibliotecas, ou mesmo fora dos espaços formais da Educação, como em livrarias e sebos, estas associações têm um grande valor no sentido de manter vivo o contato com a leitura, bem como de enriquecer as relações sociais.

Como fazer para estruturar um Clube de Leituras?

Continue lendo o artigo no link a seguir: http://www.acessa.com/educacao/arquivo/artigo/2014/01/24-clubes-de-leituras/

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Encontro de 16 de fevereiro de 2013

Com o enriquecimento das diversas referências a outros escritos wildianos, como o teatro, a poesia, as epístolas e outros, os membros do Sempre um Livro tiveram a oportunidade de curtir uma boa discussão sobre O retrato de Dorian Gray no último sábado. Não foram deixadas de lado, outrossim, as adaptações cinematográficas deste romance e da vida de Wilde.

Impossível deixar de notar que a vida do escritor é quase tão envolvente quanto sua literatura, e foi tema de diversos comentários ao longo do encontro. Além disso, falou-se do tema da Estética em Oscar Wilde, tão bem expressa na obra lida ao longo do último mês; da qualidade literária da mesma; e das possíveis relações entre esta e outras obras.

Mais um aspecto a destacar: o debate sobre o problema da tradução teve lugar mais uma vez. Uma prova de que os membros do Sempre um Livro têm construído um diálogo criativo e constante, ao longo de seu tempo de atividade. No primeiro encontro de 2012, sobre o livro Fausto, de Goethe, um intenso debate sobre este mesmo problema foi colocado, e a questão certamente continua ecoando.

VOTAÇÃO

Bullying

Em concorrência com A negação da morte (Ernest Becker) e Elogio da loucura (Erasmo de Roterdã), foi eleito o texto de Sônia Maria de Souza Pereiraintitulado Bullying e suas implicações no ambiente escolar.

Mais uma vez, portanto, os integrantes deste Grupo de Leituras terão a oportunidade de refletir temas concernentes à temática da Educação.

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Encontro de novembro de 2012

O principal aspecto que me levou à indicação d’O Alienista, de Machado de Assis (como falei no texto A indicação de O Alienista), foi o que gerou, de fato, as mais acaloradas discussões no encontro do último sábado. Tanto a “produção da loucura” quanto o “jogo de poder dos saberes” foram temas debatidos, acrescidos da percepção de uma crítica, na obra, a certa estrutura social. Temas pesados e polêmicos que nos levaram a boas reflexões, quase avançando o horário estipulado para fim da reunião. Foi enriquecedor, sem dúvida.

 

CARTAS

O novo método de circulação de cartas entre os membros do grupo já começou a funcionar, com a entrega das cartas do Ailton (relativas ao O fazedor) e de cartas do Rogério (sobre Sagarana).

 

VOTAÇÃO DE OBRA PARA DEZEMBRO/2012

Foi eleita a obra Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade), que concorreu com A queda de um anjo (Camilo Castelo Branco), Aprender a viver (Luc Ferry), e Gitanjali (R. Tagore).

 

OBRA “DO ANO”

Há a ideia de eleger, a cada ano, neste período, uma obra mais extensa para ser lida no período de final e início de ano e debatida nos primeiros meses do ano seguinte. Em 2012, contudo, devido à greve das Universidades federais, a maioria dos membros do Sempre um Livro permanecerá na correria cotidiana nestes meses, com a reposição de aulas. Assim, nossos encontros seguirão normalmente e, paralelo a eles, faremos a leitura do livro Crônica da Casa Assassinada, de Lúcio Cardoso, eleita para ser discutida em maio e junho de 2013.

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Formação de Professores no Mundo Contemporâneo

A obra lida pelo Sempre um Livro no mês de março/2012 foi Formação de professores no mundo contemporâneo: desafios, experiências e perspectivas, organizada por Maria da Assunção Calderano e Paulo R. Curvelo Lopes, e editada em 2006 pela Editora UFJF. Desta, foram selecionados os textos da Parte I – Os espaços de formação e da Parte IV – Recursos para a formação, além de um artigo da Parte II – Os tempos de formação.

Primeiramente, uma pequena crítica de âmbito editorial: enquanto produção editorial e pretenso material de divulgação científica na área de Educação, esta obra deixa muito a desejar. Peca no que se refere à padronização estrutural dos textos, em sua forma de apresentação; na redação, apresentando alguns equívocos; é desleixada quanto às referências, o que impede o acesso às fontes consultadas para a redação… Em resumo, dá a impressão de pouco cuidado na produção.

No que concerne ao conteúdo, os textos lidos pelo grupo atêm-se e são mesmo focados no que apresenta o título e, em geral, são familiares e próximos em suas colocações, o que permitiu maior diálogo entre os textos escolhidos..

Como ponto fundamental, substrato de todos os escritos selecionados, encontra-se a questão da necessária valorização dos profissionais envolvidos com o processo educacional, em especial os docentes. Além, o indispensável envolvimento dos professores com a amplitude das questões educacionais, e não somente a “prática de sala de aula”.

São contemplados, também, os desafios que têm sido postos à instituição-Escola nos últimos tempos, como por exemplo a fragmentação/enfraquecimento de outras instituições co-participantes do processo educacional (entendido de maneira ampla, como educação social), para além da educação formal; a inserção de novas tecnologias; a busca de novos entendimentos para a educação (orientações, filosofias); o desgaste do professor enquanto profissional, por um lado, e como figura-símbolo da educação, por outro; etc.

Alguns exemplos de tentativas de responder a parte destes desafios são citadas mas, provocante que é, o campo educacional se mantém ainda como foco de investigações e reflexões – eis uma constatação quase padrão dos artigos.

Em síntese, os textos servem de estímulo ao debate acerca das questões educacionais, da formação e atuação dos professores, da relação sociedade-Escola, entre outros – e este é seu principal mérito. Em um grupo como o Sempre um Livro, cujos membros estão, de uma forma ou de outra, ligados a cursos de licenciatura em diversas áreas, a oportunidade de tratar destes temas deve ser bem recebida, como forma de enriquecer a reflexão sobre a Educação.

1 comentário

Arquivado em Sem categoria

Obra eleita – Abril 2012

Em decorrência do recesso da Semana Santa, o encontro da obra lida no mês de março, que seria no dia 7 de abril, foi adiado para dia 14. Por conta desta alteração, o Sempre um Livro optou por fazer a votação da obra de Abril antecipadamente, por email, para que não houvesse prejuízo no tempo de leitura. E eis o resultado:

Morangos Mofados

A obra eleita é de Caio Fernando Abreu, título: Morangos Mofados. Indicação feita pela Raquel. Curiosamente, a obra também já havia sido indicada, há alguns meses, pelo Rogério.

Além desta, foram indicadas as seguintes obras: Hamlet (Shakespeare), Eclipse de Deus (M. Buber), Obrigado por fumar (C. Buckley) e A hora da estrela (C. Lispector).

Em breve, a “anfitriã” Raquel deverá postar aqui no blog comentando tanto o autor quanto a obra eleita.

Até mais, e boas leituras!

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Encontros: 25/02/12 e 03/03/12

Fausto: o “monstro poético” de Goethe [1]

Em dois encontros, o grupo de leituras Sempre um Livro teve oportunidade de discutir e apreciar este clássico da literatura universal. No primeiro momento, um intenso debate sobre o ato da leitura e sobre traduções, posto que tivemos variadas versões (tradução de Castilho, tradução de Oliveira Paes – Ed. Sete Letras, de Sílvio Meira – Ed. Abril, Barrento – Ed. Relógio d’água, d’Ornellas – Ed. Martin Claret). Para arremate da questão, cito o personagem Fausto, em sua reflexão chamada “Monólogo da Tradução”[2] (vv. 1220-1237):

Abrir o arquitexto é uma tentação,

Para, com sentir puro e leal,

Verter o sagrado original

No meu tão amado idioma alemão.

(Abre um volume e prepara-se para o trabalho.)

“Ao princípio era o Verbo!”, é o que está escrito.

Quem me ajuda? Logo aqui hesito!

Tanto não vale o verbo. Não,

Outra vai ter de ser a tradução,

Se bem me inspira o Espírito. Atento

E leito: “Ao princípio era o Pensamento.”

Esta linha tem de ser bem pensada,

Para que a pena não corra apressada!

É o Pensamento que tudo move e cria?

Certo é: “Ao princípio era a Energia!”

Mas agora que esta versão escrevi,

Algo me avisa já para não parar aí.

Vale-me o Espírito, já vejo a solução.

E escrevo, confiante, “Ao princípio era a Acção!”

O segundo encontro, mais ameno, contemplou diversas e interessantes questões, mostrando a riqueza e amplitude do escrito de Goethe. Como disse o protagonista deste poema dramático: “Neste mundo tem de haver de tudo” (v. 3483) e, como constata João Barrento: “Tudo encontrará, de facto, lugar nesta obra, em termos de formas poéticas (de Homero ao drama em prosa moderno), de figuras, de conteúdos humanos e de conhecimento.” (p. 8)

Votação

Para o próximo encontro, foi eleita a obra indicada por mim, Formação de professores no mundo contemporâneo, organizada por Maria da Assunção Calderano e Paulo R. Curvelo Lopes, da Editora UFJF. Faremos a leitura dos textos componentes da Parte I – Os espaços de formaçãoParte IV – Recursos para a formação, além do artigo Formação de professores(as) para a diversidade componente da Parte II – Os tempos de formação.

Além da obra eleita, foram também indicadas as seguintes: Barco a seco (Rubens Figueiredo), Chega de saudade (Ruy Castro) e Silogismos da amargura (Cioran).

_____________

[1] A expressão “monstro poético” é uma das utilizadas pelo próprio Goethe para definir a obra Fausto. São também palavras do autor: Summa summarum de uma vida; composição bárbara, fragmento subjetivo, produção incomensurável… (cf. BARRENTO, João. Introdução – Um todo. In: GOETHE, Johann W.. Fausto. 2. ed. Lisboa: Relógio d’água, 2003. p. 5-23. – Esta é a edição para as citações aqui presentes).

[2] Expressão utilizada por João Barrento em sua Introdução à obra.

1 comentário

Arquivado em Sem categoria

Sempre um Livro – Apresentação

Sempre um Livro

Uma boa forma de iniciar as atividades do blog deste Grupo de Leituras, creio, é fazer a apresentação do mesmo. Este grupo foi montado no início de 2011, tendo iniciado suas atividades no primeiro sábado do mês de abril, quando nos reunimos para definir os parâmetros das nossas atividades e eleger a primeira obra.

 A definição principal daquele encontro foi a de que nossas atividades seriam levadas, sempre que possível, com a medida do bom senso. No mais, estabelecemos algumas orientações gerais a título de organização do grupo, como o limite de ausências anuais de três encontros, o estabelecimento de um período de experimentação para novos membros, a estrutura da votação das obras, etc.

As reuniões do recém-batizado Sempre Um Livro ocorrem, por padrão, no primeiro sábado de cada mês (podendo ocorrer alterações), entre o final da tarde e o início da noite. Nestes encontros, temos a oportunidade de discutir a obra do mês, indicar nova obra, votar… Porém, o melhor de tais encontros é, além da troce de impressões de leitura, a convivência, a possibilidade de diálogos interessantes e criativos, e o estabelecimento/fortalecimento das amizades.

Trata-se de um grupo fechado, haja vista que o entrosamento é necessário para que a discussão sobre as obras ocorra a contento. Os novos membros entram ou por convite de algum dos efetivos ou por manifestação de interesse a qualquer um destes, passando pela aprovação de todos os demais. Nosso limite de integrantes é de 10, para que não haja prejuízo da funcionalidade dos debates.

Já este blog servirá às atividades do grupo da seguinte forma: aqui serão postados textos comentando a obra do mês, seu(s) autor(es), impressões sobre a leitura e sobre as discussões realizadas, além de outras informações relativas às leituras que vamos fazendo.

Tornamos esta ferramenta pública porque tais informações podem servir a outros leitores cujos interesses recaiam sobre obras com as quais o Sempre Um Livro anda se envolvendo. Além do mais, serve como um incentivo à leitura, que julgamos importantíssima.

Esperamos, efetivamente, que este blog seja útil aos seus leitores e que, através dele, possamos ampliar as atividades do Grupo. Boas leituras!

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria