Artigo: Acordei doente mental

No último sábado, dia 22 de novembro, três membros do Grupo de Leituras Sempre um Livro (Rogério Arantes, Ailton Augusto e Rita Mendes) participaram de um bate-papo com os alunos do 1º ano do Ensino Médio do SESI de Juiz de Fora. O objetivo do evento foi a troca de impressões de leitura sobre o livro Holocausto Brasileiro, da Daniela Arbex.

Durante o papo, foi citado um artigo de Eliane Brum – a qual escreveu o prefácio do referido livro. Segue o link para o mesmo, bem como a reprodução de um excerto:

“Construções culturais que dizem quem somos nós, os homens e mulheres dessa época. A começar pelo fato de darmos a um grupo de psiquiatras o poder – incomensurável – de definir o que é ser “normal”. E assim interferir direta e indiretamente na vida de todos, assim como nas políticas governamentais de saúde pública, com consequências e implicações que ainda precisam ser muito melhor analisadas e compreendidas. Sem esquecer, em nenhum momento sequer, que a definição das doenças mentais está intrinsicamente ligada a uma das indústrias mais lucrativas do mundo atual.”

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2013/05/acordei-doente-mental.html

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A teoria eugenista e o holocausto brasileiro…

No livro Holocausto Brasileiro, a jornalista Daniela Arbex faz referência à teoria eugenista, afirmando que, a partir de sua tese de limpeza social, esta teoria fortalecia e justificava os atos do hospício Colônia, o maior do Brasil.

Para saber mais sobre a teoria eugenista, fica a indicação do artigo Eugenia, a biologia como farsa de Pietra Diwan. Segue o link:

http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/eugenia_a_biologia_como_farsa_imprimir.html

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Daniela Arbex fala do Holocausto Brasileiro

Aos interessados no livro Holocausto Brasileiro da jornalista Daniela Arbex, segue o vídeo de uma breve entrevista concedida por ela:

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Encontros de 20/09 e 18/10

Nos seus dois últimos encontros, realizados nos dias 20/09 e 18/10, o Sempre um Livro discutiu, respectivamente, as obras Alice no País das Maravilhas e Alice através do espelho e o que ela encontrou por lá, ambas de Lewis Carroll.

No primeiro encontro a discussão girou em torno da biografia do autor, das origens da personagem Alice, inspirada em uma criança que era filha de um amigo de Carroll, a qual o autor costumava fotografar e contar histórias. Falou-se também sobre a relação do autor com a lógica. Em relação à obra foi ressaltado o aspecto onírico, non-sense que levou a discussões acerca da construção das personagens, como, por exemplo, a falsa Tartaruga.

No segundo encontro falamos sobre as duas lógicas presentes na obra, a do avesso, do país do espelho, e a lógica comum, de Alice. No jogo de xadrez que tem lugar no país do espelho, Alice confronta sua lógica com a de peculiares personagens como Twedledee e Twedledum, Humpty Dumpty, entre outros. O aspecto de humor presente na obra também foi bastante comentado.

Foi votada também, neste último encontro, a efetivação do Sandro, o mais novo membro do grupo, aceito por unanimidade.

O próximo encontro, a realizar-se no dia 08/11, será sobre a obra Holocausto brasileiro, da escritora Daniela Arbex.

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Da matemática à literatura: as maravilhas nonsense de Lewis Carroll

Charles Lutwidge Dodgson nasceu, em 27 de janeiro de 1832, na Inglaterra. Grande professor de matemática e lógica da Universidade de Oxford, e também fotógrafo, este homem ficou mais conhecido por outra atividade – a literária – e por um pseudônimo: Lewis Carroll.

Carroll era filho do reverendo anglicano Charles Dodgson e foi educado durante toda infância e adolescência numa educação religiosa, que o preparava para ser sucessor do pai. No entanto, o interesse de Carroll pela geometria, álgebra e lógica o levou, como aluno, até à Universidade de Oxford e, posteriormente, em 1855 rendeu um convite para lecionar na mesma Universidade. Carroll permaneceu ali como professor até o ano de 1881.

Sob o nome de Charles Dodgson, publicou vários textos para alunos de matemática e lógica, dentre os quais se destacam The Game of Logic (1887) e Symbolic Logic (1896). Além da atividade docente e da publicação de livros na área, Carroll também aventurou-se como fotógrafo, ficando caracterizado pelas fotos de meninas de 8 a 12 anos.

No entanto foi na Literatura que Charles Dodgson obeteve maior reconhecimento e foi também justamente nas publicações literárias que ele optou por adotar o pseudônimo Lewis Carroll. Nessa seara publicou The Hunting Snark (1876) e Sylvie and Bruno (1889). Seu maior legado, contudo, foi escrito um pouco antes e publicado em 1865: Alice no país das maravilhas. Um outro conto, envolvendo a mesma personagem principal, Alice, foi publicado em 1871: Alice através do espelho. Será sobre esses dois contos que os membros do Sempre um Livro discutirão no próximo encontro, em setembro. E falar um pouco do surgimento e recepção deles é também falar da biografia de Carroll.

Um dos grandes amigos de Lewis Carroll foi Henry Liddell. Ele era pai de três meninas, Alice, Lorina e Edite. Através da primeira das filha de Liddell que Carroll iniciou a escrita daquela que viria a ser uma das obras literárias mais conhecidas, adaptadas e discutidas. Os enigmas, imagens, conflitos e personagens presentes nos contos de Alice, desde sua publicação, não receberam uma classificação estrita que os coloque no público infantil, infanto-juvenil ou adulto. É, literalmente, uma história para todos os públicos. E reflete, além desse dado biográfico da filha de Liddell, as vontades de Carroll de colocar, também no plano literário, o seu enorme gosto e interesse pela lógica, pelos enigmas e também – e nisso talvez resida um dos principais aspectos da obra, a ser trabalhado posteriormente – o caráter nonsense, a dimensão onírica que fazem dos contos de Alice algo que transcende uma mera lição de moral, dando aos leitores muito o que pensar e refletir.

Carroll também construiu vários enigmas de lógica, que ficaram famosos na Inglaterra de sua época. Um exemplo é o seguinte:

Construa uma palavra com estas letras: NOR DO WE

Solução: ONE WORD

Entre enigmas, livros e fotos, Carroll faleceu em 14 de janeiro de 1899, em Guilford, Inglaterra.

REFERÊNCIAS

http://thebloggerwocky.wordpress.com/2011/11/11/como-surgiram-as-aventuras-de-alice-e-quem-foi-lewis-carroll/

http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/alice/lewis_carroll.htm

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Mais sobre as traduções de Alice no país das maravilhas

No texto disponibilizado no link a seguir, o tradutor Jorge Furtado (que, inclusive, já teve sua tradução da obra tomada indevidamente e publicada sem autorização por outra editora, conforme se pode ler aqui) compara algumas das traduções de Alice no país das maravilhas:

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2010/03/jorge-furtado-compara-traducoes-brasileiras-de-alice-no-pais-das-maravilhas-2837581.html

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The Bloggerwocky – o mundo de Alice

No post anterior, sobre as traduções de “Alice no país das maravilhas”, disponibilizei o link para um texto que está no The Bloggerwocky, um blog dedicado a disponibilizar informações, estudos, análises e curiosidades sobre Alice no país das maravilhas. Seu autor é um professor e tradutor, mestrando em Letras, chamado Higor Branco Gonçalves.

Alice ainda é e sempre será a melhor lição de ética, de irreverência e de inconformismo, tanto para crianças quanto para adultos. (Nicolau Sevcenko)

Um acervo riquíssimo sobre a obra que o Sempre um Livro lerá este mês.

Apreciem: http://thebloggerwocky.wordpress.com/

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