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O Provinciano Cosmopolita: Drummond e o Sentimento do Mundo

PROVINCIANO COSMOPOLITA: DRUMMOND SENTIMENTO DO MUNDO

Rogério Arantes

https://i0.wp.com/1.bp.blogspot.com/-6J1BWw_Doi8/UJEJJ7HAvYI/AAAAAAAAC9I/LIAusIqfh3Y/s1600/Carlos+Drummond+de+Andrade.jpg Após a elaboração de um texto que fala um pouco sobre a vida e a obra de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), escrevo hoje, de maneira bem mais breve, um texto falando especificamente da obra que nós, membros do Sempre um Livro, estamos lendo no momento: Sentimento do Mundo (1940). Com nosso próximo encontro a realizar-se no sábado próximo, pretendo com este texto já dar algumas ideias para a abertura de discussão.

O terceiro livro de poemas do escritor mineiro começa com uma de suas mais famosas frases: “Tenho apenas duas mãos/ e o sentimento do mundo”. De cara já nos deparamos com temas constantes dentro de toda obra de Drummond e que (é importante ressaltar) passaram por várias transformações no decorrer dessa obra. Os temas são o eu e sua importância/insignificância (“tenho apenas duas mãos”) frente ao outro grande tema, o mundo (“e o sentimento do mundo”).

Essa relação eu x mundo talvez seja o principal mote da obra drummondiana. Não é atoa que nos resumos para vestibular que tratam de obras de Drummond1 aparece a divisão didática: “eu maior que o mundo”, “eu menor que o mundo” e “eu igual ao mundo”.

Embora não pretenda me ater a esta divisão (penso que dá pra falar de outras faces da obra de Drummond), vou segui-la pra dizer que Sentimento do Mundo poderia ser considerado o livro de transição entre a fase “eu maior que o mundo”2 e “eu menor que o mundo”.

Transição essa que não se dá de maneira definitiva e estanque. A obra de Drummond e dialética e ao ir se desenvolvendo carrega junto às “novidades” as coisas que ficaram para trás (temporalmente falando). Sentimento do Mundo é então uma obra confluente, que tem aquele toque gauche, mas que também se abre de vez para o mundo, como nos diz Murilo Marcondes de Moura:

Não se pretende postular a “comunicabilidade” da poesia de Drummond, que é essencialmente difícil, mas mostrar como o desejo de alargar-se em direção aos outros homens e ao mundo é um de seus impulsos fundamentais.

Esse elã expansivo, para qual poeta se sensibilizara desde infância interiorana, adquire plena atualidade justamente com livro Sentimento do Mundo(MOURA,2012,p.54.)

Seguindo esta chave de leitura fica fácil compreender a brincadeira que dá título a este texto. Ao iniciar uma obra com um poema falando do sentimento do mundo e logo em seguida um poema que fala do passado e da pacata Itabira, Drummond parece sugerir mesmo essa ideia de alguém que carrega consigo, de maneira bem marcante, tanto a província, o interior, o introspectivo quanto a vontade de expansão, o cosmopolitismo, as lutas do mundo, enfim. Retomando mais uma vez o posfácio de Murilo Marcondes Moura, da bela edição da Companhia das Letras para Sentimento do Mundo, lemos:

Ocorre que Sentimento do Mundo é antes um livro de tomada de consciência do que de adesão franca às lutas do mundo. É livro ainda de interiores, em que se processa ajuste de contas do sujeito consigo mesmo, anterior à sua saída para rua, que é, como se sabe, uma posição fundamental do eu lírico na poesia de Drummond. Se é que esse dobrar-se implacável do sujeito sobre si mesmo não seja também uma das constantes do poeta.(MOURA,2012,p.60.)

É como se o disciplinado funcionário público dissesse ao escritor: arrume a casa, pra depois sair pra rua. Ocorre que nessa “arrumação”, poemas bem “mundanos” já podem ser lidos, como é o caso de “Congresso Internacional do Medo”, “Os Ombros Suportam o Mundo”, “Mãos Dadas”, “Elegia 1938” e “Mundo Grande”, por exemplo. O que não exclui, de forma alguma, o toque melancólico e introspectivo de “Confidência do Itabirano”, “Bolero de Ravel” e “Lembrança do Mundo Antigo”.

Esse jogo dialético de Drummond levanta questões literárias, sociais, existenciais… Penso que a discussão de sábado deverá se pautar por esses temas e espero que esse singelo texto dê um rumo para todos os membros do grupo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do Mundo. – 1ª ed. – São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

1Em tempo: a obra Sentimento do Mundo figura na lista de obras do vestibular da FUVEST, de 2013.

2O “Poema de Sete Faces” é o melhor exemplo dessa primeira fase.

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Claro Enigma: As Pedras e o Caminho de Drummond

CLARO ENIGMA: AS PEDRAS CAMINHO DE DRUMMOND

Rogério Arantes

Quando nasci,um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida!

A pequena cidade de Itabira do Mato Dentro-MG, ainda hoje é reconhecida por ter sido o berço de um dos principais nomes da história da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade.

Nono filho do fazendeiro Carlos de Paula Andrade e de D. Julieta Augusta Drummond de Andrade, nasceu, a 31 de outubro de 1902, o escritor que deixou claro, em “Confidências do itabirano”, um pouco de sua relação com sua cidade natal: “Alguns anos vivi em Itabira./Principalmente nasci em Itabira./Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.”.

O nítido contato da obra com a cidade natal, no entanto, é apenas uma das várias faces de Drummond. Ainda menino, em 1916, Drummond foi enviado para Belo Horizonte, para estudar no Colégio Arnaldo, colégio onde estudaram, dentre outros, João Guimarães Rosa, Otto Maria Carpeaux e Lúcio Cardoso.

Problemas de saúde fizeram com que Drummond abandonasse Belo Horizonte e voltasse para sua terra natal, a nova estadia aí, porém, durou pouco tempo1. Após se recuperar de seus problemas de saúde foi estudar, em 1918, no Colégio Anchieta (jesuíta) de Nova Friburgo-RJ. Após um ano de estudos na instituição, Drummond foi expulso, devido a desavenças com os padres. Esse episódio teve especial importância dentro da visão de mundo e também da obra de Drummond: no documentário Fazendeiro do Ar (1972), ao ser perguntado sobre sua relação com a religião, o itabirano nos diz:

A minha experiência religiosa resulta naturalmente da formação familiar, né? Nós herdamos a religião como a gente herdava os objetos, né, as terras, tudo que havia dos antepassados. Sucede que já moço eu abandonei esse fardo, a minha experiência [religiosa] foi muito desalentadora. Acredito que o contato com os padres tenha influído para que eu me afastasse do sentimento religioso (…) Embora eu, seja dito de passagem, acho admirável que os outros tenham religião.2

Após essa expulsão, Drummond voltou à Belo Horizonte, dessa vez junto com sua família, que se mudou para a capital mineira em 1921. Essa nova passagem por Belo Horizonte foi bem mais duradoura do que a primeira, e é nesse início da década de 20 – momento de efervescência modernista no Brasil, coroado com a Semana de Arte Moderna, de 1922 – que Drummond, de fato, tornou-se um escritor. O conto “Joaquim do Telhado”, publicado na revista Novella Mineira, em 1922, foi o motivo do primeiro prêmio literário de Drummond: 50 mil réis. A partir desse ano o escritor passou a publicar em vários jornais e revistas de Belo Horizonte e a conhecer vários outros escritores e amigos. Pontos de encontro como o Café Estrela e a Livraria Alves, tornaram-se lugares de discussões literárias, políticas e afins.

Em 1923, Drummond prestou vestibular para a Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte, matriculou-se no curso e formou-se dois anos depois. Nesse meio tempo conheceu os expoentes máximos do Modernismo: Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mário de Andrade. Começou a trocar correspondências com esse último e com isso recebeu fortes influências modernistas. Acerca de suas correspondências com Mário de Andrade, Drummond nos diz:

As cartas de Mário de Andrade ficaram sendo o acontecimento mais formidável de nossa vida intelectual belo-horizontina. Depois de recebê-las, ficávamos diferentes do que éramos antes. E diferentes no sentido de mais lúcidos. Quase sempre ele nos matava ilusões, e a morte era tão completa que podia deixar-nos ofendidos e infelizes. Então reagíamos com injustiças, tolices, o que viesse de momento ao coração envinagrado. Mário recebia essas tolices, mostrava que eram simplesmente tolices, e ficávamos mais amigos… Porque a amizade se formou numa base de literatura, e devia nutrir-se dela, até que fossem chegando outros motivos de interesse e abandono, certas confidências difíceis, pedidos de conselho. Isto que nas relações comuns o conhecimento pessoal e o trato diário costumam permitir, o conhecimento postal e literário suscitara imprevistamente e era mesmo uma festa receber carta de Mário, ().3

O ano de 1925 marcou, além da conclusão do seu curso de Farmácia (profissão que preferiu não exercer depois), o seu casamento com Dolores Dutra de Morais e também a fundação de Revista, em conjunto com Martins de Almeida, Emílio Moura e Gregoriano Canedo.

No ano seguinte Drummond retornou mais uma vez a Itabira, para lecionar português e geografia no Ginásio Sul-Americano de Itabira. Descontente com o magistério, Drummond deixou Itabira, desta vez definitivamente, para novo retorno a Belo Horizonte: a convite de Alberto Campos, para tornou-se redator-chefe do Diário de Minas.

Os anos de 1927 e 1928 marcam os nascimentos do filhos de Drummond. Ambos marcaram profundamente o poeta, de maneiras distintas. Em 1927, nasceu Carlos Flávio. O primeiro filho de Drummond, no entanto, viveu apenas meia hora e essa sua fugidia existência reverberou no poema “Ser”, de Claro Enigma: “Interrogo meu filho,/objeto de ar:/em que gruta ou concha/quedas abstrato?”.

Já em 1928, nasceu Maria Julieta. O contato entre pai e filha foi intenso durante a vida de ambos, o fim dessas vidas, inclusive confirmará esse ponto. O ano de 1928 marcou também, de vez, o nome de Drummond na literatura brasileira em virtude da publicação, na Revista de Antropofagia, do poema “No meio do caminho”.

O poema, que ficou incrivelmente famoso e até hoje e lembrado por muitos (mesmo, as vezes, sem saber), gerou muita polêmica quando de sua publicação: eram os ecos modernistas ressoando no jovem Drummond; sua poesia, logo de cara, estava inclinada para temas e estilos literários que iam de encontro à vanguarda modernista do início da década de 20 e isso inevitavelmente causou certo burburinho na época.

Foi somente em 1930, no entanto, que Drummond publicou seu primeiro livro: Alguma Poesia. Foi também nessa época que surgiu o burocrata Drummond: o escritor passou a exercer um trabalho na Secretaria da Educação de Minas Gerais.

Paralelamente à carreira de burocrata e escritor, Drummond também exerceu a atividade de jornalista, escrevendo em jornais como Tribuna, Diário da Tarde e Estado de Minas.

Em 1934 o escritor lançou seu segundo livro: Brejo das Almas. Foi também nesse ano que uma nova mudança marcaria de vez a vida de Drummond: à convite de Gustavo Capanema, seu amigo e então ministro da Educação e Saúde Pública, Drummond transfere-se para o Rio de Janeiro, cidade na qual viveria até o fim de sua vida.

A vida no Rio de Janeiro consolidou de vez as atividades que Drummond já exercia em Minas: o burocrata, funcionário público permaneceu, mostrando uma faceta disciplinada e desmistificadora de Drummond; o “homem-de-jornal”, por sua vez, também permaneceu e aos poucos foi ganhando cada vez mais espaço, foram inúmeras as publicações de Drummond em jornais e periódicos cariocas.4

No entanto, foi o escritor (principalmente o poeta) Carlos Drummond de Andrade, que nessa ida ao Rio de Janeiro, se mostrou de vez ao público: permaneceram sim as fortes influências modernistas, porém após a publicação de seu terceiro livro, Sentimento do Mundo (1940), de fato encontramos um Drummond maduro, com estilo próprio. O Drummond das confluências e de facetas aparentemente contraditórias (o que justifica as mudanças de seu pensamento durante o tempo: Rosa do Povo (1945) e Claro Enigma (1951) configuram um par de obras que poderiam ser atribuídas a autores distintos).

No próximo texto do Sempre um Livro, abordaremos especificamente a obra que inaugura as publicações de Drummond na década de 40, Sentimento do Mundo. Suas outras obras não serão abordadas aqui, visto que o intento principal deste texto é o de apenas expor, com certa brevidade, “as pedras e o caminho” de Drummond, ou seja, mostrar um pouco de sua trajetória biográfica e citar suas obras.

É o que passarei a fazer a partir de agora, apenas citar as publicações de Drummond, pós-Sentimento do Mundo, a título de informação:

Em 1942 foi publicado Poesias. Rosa do Povo e O Gerente foram publicados em 1945. Poesia Até Agora, em 1948.

Na década de 50, além das publicações de livros de poemas, Drummond passou a publicar também suas crônicas, o número de publicações aumentou consideravelmente. Em 1951 foram publicados Claro Enigma, Contos de Aprendiz e Mesa. Viola de Bolso foi publicado em 1952. Em 1954 foram publicados Fazendeiro do Ar e Poesia Até Agora (o título é o mesmo da publicação de 1948, porém são obras distintas). Viola de Bolso Novamente Encordoada foi publicado em 1955. No ano de 1956 foi publicado 50 Poemas Escolhidos Pelo Autor e em 1957 Ciclo e Fala, Amendoeira. A última publicação da década de 50 foi Poemas, em 1959.

A década de 60 marcou a aposentadoria de Drummond como funcionário público, que veio em 1962, após 35 anos de serviço, o nascimento de seu primeiro neto, Pedro Augusto, em 1960 e novas e várias publicações.

Em 1962 foram publicados Antologia Poética, Lição de Coisas e Bolsa Vida. Obra Completa foi publicada em 1964 e em 1966, Cadeira de Balanço. No ano de 1967 foram publicados: Versiprosa, José Outros, Uma Pedra no Meio do Caminho: Biografia de um Poema e Minas Gerais (Brasil, Terra Alma). As últimas publicações da década de 60 vieram em 1968: Boitempo e Falta Que Ama.

Em 1970 foi publicado Caminhos de João Brandão e no ano seguinte Seleta em Prosa Verso. Poder Ultrajovem foi publicado em 1972. Em 1973 foram publicados Impureza do Branco e Menino Antigo. Amor, amores foi publicado em 1975 e em 1977 Visita, Discurso de Primavera e Os Dias Lindos. Em 1978 são publicados Marginal Clorindo Gato e 70 Historinhas. Em 1979 são publicadas suas últimas obras da década: uma versão revista e atualizada de Poesia Prosa e Esquecer Para Lembrar.

No de 1980 foi publicado Paixão Medida e no ano seguinte Contos Plausíveis (em edição fora do comércio) e Pipoqueiro da Esquina. Este último foi publicado em conjunto com o cartunista Ziraldo. Em 1982, ano em que completou 80 anos, Drummond recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e publicou Lição do Amigo. No ano seguinte foram publicados Nova Reunião e o infantil Elefante. Em 1984 publicou Boca de Luar Corpo e encerrou sua carreira como cronista regular, após 64 anos dedicados ao jornalismo.

Em 1985 além do lançamento comercial de Contos Plausíveis, tivemos mais quatro novas publicações: Amar se Aprende Amando, Observador no Escritório, História de Dois Amores (infantil) e Amor, Sinal Estranho (edição de arte). No ano seguinte foi publicado Tempo, Vida, Poesia.

Chegou então o ano de 1987. Que começou com uma homenagem carnavalesca à Drummond: o samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira naquele ano, intitulado “O Reino das Palavras” foi em homenagem ao escritor itabirano.

Nesse mesmo ano, porém, morreu, a 5 de agosto, a filha de Drummond, Maria Julieta. Como havíamos aludido acima, quando falávamos do nascimento da mesma Maria Julieta, a relação pai e filha foi muito forte durante toda a vida de ambos, ocorreu que, doze dias após a morte de sua filha, Drummond, muito abalado, também faleceu.

A vasta bibliografia de Drummond citada aqui é só mais uma das várias faces do itabirano, além da “pedra no meio do caminho”, Drummond é também dono de outro verso que tomou conta da cabeça de muitos brasileiros e popularizou-se sobremaneira: “e agora, José?”.

Apesar de ainda não ter lido a obra Claro Enigma, julgamos válido utilizar a expressão que dá título a essa obra para tentar sintetizar e fechar esse breve texto de apresentação de Carlos Drummond de Andrade: tanto o poeta, quanto o cronista, quanto o funcionário público, ainda que envoltos em uma aura um tanto quanto mitificadora, parecem ser cada vez mais, apenas um homem atento à sua realidade social e aberto surdamente às penetrações e confluências do reino das palavras. Um gauche que transgrediu sua sina.

DAS TRADUÇÕES

Além de todas as obras publicadas por Drummond citadas no texto, o escritor também teve várias de suas obras traduzidas e traduziu várias outras, segue a lista cronológica das publicações dessas traduções:

1943: Publicada com o título Uma Gota de Veneno, a tradução de Drummond da obra Thérèse Desqueyroux, de François Mauriac.

1947: Publicada a tradução de Drummond de Les Liaisons Dangeureuses, de Laclos.

1951: O volume Poemas foi publicado em Madri.

1953: O volume Poemas foi publicado em Buenos Aires.

1956: Publicada a tradução de Drummond de Albertine Disparue, ou La Fugitive, de Marcel Proust.

1958: Uma pequena seleção de seus poemas foi publicada na Argentina.

1959: Foram encenadas peças com a tradução de Drummond de Doña Rosita la Soltera, de García Lorca.

1960: Publicada a tradução de Drummond de Oiseaux-Mouches Ornithorynques du Brésil, de Descourtilz.

1962: Publicadas as traduções de Drummond de L’oiseau Bleu, de Maeterlinck e Les Fourberies de Scapin, de Molière.

1963: Publicada a tradução de Drummond de Sult, de Knut Hamsun.

1965: Publicação de Antologia Poética (Portugal); In The Middle of The Road (Estados Unidos) e Poesie (Alemanha).

1966: Publicação de Natten Och Rosen (Suécia).

1967: Publicação de Mundo, Vasto Mundo (Buenos Aires) e Fyzika Strachu (Praga).

1971: Publicação dos Poemas, em Cuba.

1973: Publicação de La Bolsa y La Vida (Buenos Aires) e Réunion (Paris).

1977: Publicada na Bulgária uma antologia intitulada Sentimento do Mundo.

1978: Amar-Amargo e El Poder Ultrajovem foram publicados na Argentina.

1980: Publicação de En Rost at Folket (Suécia), The Minus Sign (Estados Unidos), Poemas (Holanda) e Fleur, Téléphone et Jeune Fille… (França).

1981: Publicação de The Minus Sign na Inglaterra.

1982: Publicação de Poemas no México.

1985: Publicação de Fran Oxen Tid (Suécia).

1986: Publicação de Travelling In The Family (Inglaterra).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Carlos Drummond de. Carlos Drummond de Andrade/seleção de textos, notas, estudo biográfico, histórico e crítico e exercícios por Rita de Cássia Barbosa. – São Paulo: Abril Educação, 1980. (Literatura Comentada).

__________. Sentimento do Mundo. – 1ª ed. – São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

O FAZENDEIRO DO AR: https://www.youtube.com/watch?v=UP66vBqmiNE

1O ano de 1917. Nesse período teve aulas particulares com o professor Emílio Magalhães.

2Transcrição do áudio do documentário Fazendeiro do Ar  (1972), de Fernando Sabino e David Neves.

3ANDRADE, 1980, p. 7

4Até por não ser nossa pretensão aqui reconstituir minuciosamente essa faceta jornalística de Drummond, apenas deixamos indicados os nomes de alguns dos jornais cariocas em que seus textos foram publicados: Correio da Manhã, Folha Carioca, Manhã, Leitura, Tribuna Popular, Política Letras, dentre outros.

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