Biografia de Anton P. Tchékhov

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Por Pedro Uchoas

Grande precursor do moderno conto russo, Anton Pavlovich Tchékhov nasceu em Taganróg, Rússia, no ano de 1860. Filho de Pavel Iegorovitch Tchékhov e Eugênia Kakovlevna Morozov, o jovem Tchékhov inicia seus estudos na escola grega do czar Constantino e logo depois no ginásio de Taganróg.

A vida não era das mais fáceis para a família do futuro escritor, que possuía 5 irmãos. O pai de Anton possuía uma mercearia em Taganróg e todos os filhos, sob castigos severos, eram obrigados a ajudá-lo. Posteriormente, Tchékhov chegaria a escrever: ” Ao acordar, a primeira coisa em que eu pensava era: será que vou ser espancado hoje?”

Em 1876 sua família se muda para Moscou e ele se vê obrigado à continuar vivendo em Taganróg até completar seus estudos, porém, garantindo a própria sobrevivência através de aulas particulares.

No ano de 1879, Tchékhov chega a Moscou e inicia seus estudos na universidade, cursando Medicina. Em tal época, sua família vivia em condição de miséria e, escrevendo contos e pequenas narrativas para publicações em periódicos, o autor, adotando o pseudônimo de Antocha Tchekónte, conseguiu ajudar financeiramente os pais e os irmãos.

Em 1888, recebe o prêmio Púchkin de literatura, um dos maiores prêmios da época na Rússia, terminando de vez seus anos de miséria.

Com o pai já morto desde 1898, em 1901 se casa com a atriz do Teatro de Arte de Moscou, Olga Knipper.

Tuberculoso desde os 26 anos e com a saúde cada vez mais debilitada, se muda para Ialta, na Criméia, e , no ano de 1904, monta residência em Badenweiler, Alemanha, onde viria a padecer.

Com mais de uma centena de contos publicados, algumas peças de teatro, entre elas “Três irmãs” e “A gaivota”, e algumas novelas afamadas, Anton P. Tchékhov vem a falecer no dia 1º de julho de 1904, aos 44 anos de idade.

Mesmo possuindo um certo asco a respeito das publicações autobiográficas, o autor deixou escrito um curto trecho autobiográfico que se segue:

Eu, A. P. Tchékhov, nasci a 17 de janeiro de 1860 em Taganróg. Estudei primeiramente na escola grega da igreja do Czar Constantino e depois no ginásio de Taganróg. Em 1879, ingressei na faculdade de medicina da Universidade de Moscou. Tinha, então, uma ideia muito vaga sobre as faculdades e nem lembro por que motivo escolhi a faculdade de medicina, mas depois não me arrependi dessa escolha. Ainda no primeiro ano, comecei a publicar nas revistas e jornais semanais, e esses trabalhos literários assumiram, já no início da década de 1880, um caráter contínuo e profissional. Em 1888, recebi o prêmio Púchkin. Em 1890, viajei à ilha de Sacalina para, mais tarde, escrever um livro sobre a nossa colônia penal de deportação e trabalhos forçados. Afora relatórios judiciários, pareceres, artigos satíricos, notinhas de jornal, afora tudo o que redigi diariamente para os periódicos e que agora seria difícil encontrar e reunir, escrevi e publiquei mais de trezentas páginas de novelas e contos em meus vinte anos de atividade literária. Também escrevi peças de teatro.”

Bibliografia:

TCHÉKHOV, Anton. O assassinato e outras histórias. Tradução: Rubens Figueiredo – São Paulo: Abril, 2010. (Clássicos Abril Coleções; v.22).

TCHÉKHOV, Anton. A dama do cachorrinho e outras histórias. Tradução: Maria Aparecida Botelho Pereira Soares. – Porto Alegre: L&PM, 2012. (Coleção L&PM POCKET; v. 749).

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