Encontro de 08 de junho de 2013

Segue abaixo um resumo, em tópicos, dos principais temas abordados no segundo encontro dedicado à obra Crônica da Casa Assassinada, de Lúcio Cardoso.

* A violência latente no ambiente dos Meneses, compatível com a vida em determinadas regiões do interior. Tanto violência física (o “acidente” de Valdo com a arma ou a morte de Alberto) quanto psicológica (a cena em que Demétrio, depois de enlevar os Meneses tocando piano, interrompe o “momento feliz” batendo a tampa do instrumento).

* Em relação à questão do tempo da narrativa, que já tinha sido comentada no encontro anterior, a integrante Rita Mendes nos chamou a atenção para o silêncio do texto a respeito da vida de Nina no Rio de Janeiro após sair da chácara. Inclusive fez-se a comparação com a trajetória de Jesus na Bíblia, sobre a qual também paira o mesmo tipo de silêncio.

* Retomou-se a relação entre Ana e Nina, tentando-se um aprofundamento nas suas personalidades.

* A figura de Padre Justino e sua fala a respeito da Graça de Deus, no capítulo intitulado Fim da narração de Padre Justino. Cito: “A Graça existe – respondi. – Mas menos do que um dom de Deus, é um esforço dos homens. Deus espera, e cheio de ansiedade. Mas não temos o direito de supô-lo um juiz distribuindo bens. Seu papel é maior: é o último e supremo reduto onde os homens vão desaguar suas desesperanças. Porque, eu lhe confesso, seu pecado máximo é este – a falta de esperança. Deus me defenda de não acreditar em nada – o nada é apenas o outro lado do absoluto dos que poderiam acreditar em Deus.”. Também comentou-se o modo distorcido como Ana  recebeu essas palavras, vendo na doença da cunhada um sinal de que a justiça divina poderia socorrê-la através do aniquilamento da outra.

* Também comentou-se sobre o “tempo do amor” tanto na relação de Nina e André quanto na de Nina com o Coronel.

VOTAÇÃO

A próxima leitura será Histórias extraordinárias, de Edgar Allan Poe.

Os outros títulos apresentados para votação foram: O guardador de rebanhos (Alberto Caeiro – heterônimo de Fernando Pessoa), Eles eram muitos cavalos (Luiz Ruffato) e Ética e psicanálise (Maria Rita Kehl).

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