Arquivo do mês: janeiro 2013

Um pouco da história de Oscar Wilde

GÊNIO NA VIDA, TALENTOSO NA ARTE:

UMA VISÃO DA BIOGRAFIA DE OSCAR WILDE

Este texto, basicamente inspirado na ricamente documentada biografia de Oscar Wilde, a qual foi produzida pelo professor de Filosofia da Arte Daniel S. Schiffer, pretende oferecer um panorama da história de vida do autor d’O retrato de Dorian Gray.

Para acessá-lo (versão pdf), clique:

UMA VISÃO DA BIOGRAFIA DE OSCAR WILDE
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O Dorian Gray das telonas

O Dorian Gray das telonas1

 Rogério Arantes

 “E, quanto a crer nas coisas, eu creio em todas elas, desde que sejam incríveis”2.

Lorde Henry Wotton

A obra “O retrato de Dorian Gray”, do escritor irlandês Oscar Wilde, que parece ter sido escrita no intuito de ser uma alegoria da sociedade inglesa do século XIX e, ao mesmo tempo, questionar e subverter valores morais e, principalmente, estéticos, despertou profundo interesse nessa mesma sociedade (sendo alvo de críticas e polêmicas por muitos, e de aplausos e admiração por tantos outros, estes últimos, em especial, artistas) e continua despertando interesse de muitos até os dias atuais.

Não é de se estranhar, portanto, que ela tenha recebido uma adaptação cinematográfica em pleno século XXI. O que muitos talvez não saibam é que, além dessa adaptação a que me refiro, feita em 2009, outras quinze adaptações cinematográficas da mesma obra de Wilde já foram feitas!

São elas: “Dorian Gray Portrait” (1910), “The picture of Dorian Gray” (1913), “Portret Doryana Greya” (1915), “The Picture of Dorian Gray” (1916), “Das Bildnis des Dorian Gray” (1917), “Az Élet Kiralya” (1918), “The Picture of Dorian Gray” (1945), “Dorian Gray” (1970), “The picture of Dorian Gray” (1973), “The Portrait of Dorian Gray” (1974), “A Nudez de Hollywood” (1978), “The Sins of Dorian Gray” (1983), “Dorian Gray – Pacto com o Diabo” (2001), “The Seven Deadly Sins: Gluttony” (2001), “The Picture of Dorian Gray” (2004) e “Dorian” (2005).

Uma apreciação de todas essas adaptações (em especial para os cinéfilos de plantão) seria deveras interessante, mas como tive contato apenas com a mais recente, feita em 2009, será dela (e de suas relações com a obra original) que falarei no presente texto.

A obra de Wilde, segundo minha interpretação, procura ir fundo em pelo menos dois aspectos: a valorização extremada dos ambientes em que se decorrem as cenas; seja na exacerbação do aspecto límpido e harmonioso das mansões onde ocorrem as festas e das mansões de Basil e Dorian, típico da burguesia inglesa do século XIX, seja na exacerbação do aspecto feio e grotesco das cenas em que aparecem Sibyl Vane e sua família e, em especial, das cenas em que o próprio Dorian encara de frente toda essa fealdade (a cena final é talvez o melhor exemplo disso).

Além disso, outro ponto em que a obra de Oscar Wilde parece querer ser extremada é na densidade das conversas e argumentações entre as três principais personagens da obra: Dorian, Basil e Henry. O último é quase uma máquina de argumentações e tiradas ácidas, irônicas, que se tomadas como um todo dão margem até para uma legítima fundamentação filosófica (não é atoa que o jovem Dorian se sente tão atraído por essa eloquência toda de Henry).

Tendo isso mente, penso que qualquer adaptação da obra deveria buscar essa mesma radicalidade wildeana ao transpor o original para as telonas e não é isso o que parece acontecer no filme de Oliver Parker.

Ainda que tenha conseguido retratar de maneira interessante essas nuances da obra original, a adaptação de Parker parece não ir tão fundo quanto o livro. Os momentos nos quais Dorian vai às soturnas vielas de uma Londres não tão burguesa, no livro, são carregados de uma extrema tensão, a cena em que James Vane, irmão de Sibyl (que no filme é chamado apenas de Jim) tenta matar Dorian Gray, por exemplo: no livro ela ocorre depois de profundos questionamentos existenciais de Dorian, no filme, a simples ida de Dorian ao túmulo de Sibyl não parece conseguir dar conta de refletir esses questionamentos.

Já Lorde Henry Wotton e Basil Hallward, no filme, apesar de claramente possuírem seus papeis de grande importância dentro da trama, são muito pouco explorados, principalmente Henry. Como aludi acima, no livro temos várias colocações de Henry sobre a sociedade, a moral, a arte, enfim, sobre todos os temas que Wilde gostava de tratar e questionar, já no filme isso é colocado de maneira bem rasa, que pra quem não conhece o livro até pode ser válida, mas pra quem já leu, possivelmente a sensação de “quero mais” vai aparecer.

A adaptação também apresenta algumas “invenções”: o desenrolar da relação de Dorian com Sibyl Vane, até a fatídica morte desta é alterado, o capítulo que retrata a vida de Sibyl e sua família é suprimido, assim como a cena na qual Henry e Basil assistem uma atuação de Sibyl no teatro e sentem-se profundamente decepcionados, no filme, Basil sequer vai conhecer a então noiva de Dorian.

Outro ponto que foi suprimido no filme é o livro que Henry dá a Dorian e que, no texto original de Oscar Wilde, serve como um catalisador para as influências já fortíssimas de Henry sobre Dorian. Através da leitura desse livro Dorian vai absorvendo cada vez mais a filosofia de Henry e, assim, degradando-se moralmente de uma maneira mais e mais forte. O tal livro sequer é mencionado no filme.

Pra compensar, é introduzida uma nova personagem na adaptação. Trata-se de Emily Wotton, filha de Lorde Henry. Ela até desempenha um papel interessante no filme, torna-se companheira de Dorian e questiona o protagonista acerca da influência de Lorde Henry, de todo aquele cinismo adquirido por Dorian através do pai. No entanto, ela e o pai acabam participando da cena final (onde o grotesco retrato é revelado e Dorian morre), cena esta que no livro é exclusiva de Dorian e seu retrato, é ali onde todas as transformações, escolhas e atitudes de Dorian, e só dele, são refletidas, o caráter hollywoodiano da presença de Emily (como a mocinha que não quer ver seu heroi morrer) nessa cena final não caiu bem!

Ao lado de tudo isso, o filme conseguiu mostrar a degradação de Dorian de uma maneira muito boa, as cenas que retratam o jovem se entregando aos “prazeres da carne” não foram ofensivas nem ingênuas: apareceram e isso basta (há radicalidades e radicalidades: de nada adiantaria algo quase pornográfico nessas cenas se todos os outros aspectos já citados permanecessem superficiais, por isso achei válida a maneira pela qual essas cenas foram abordadas).

E além disso, o choque das pessoas com a eterna juventude de Dorian também foi colocado de maneira interessante, julgo eu. Isso é algo muito sutil – não a eterna juventude de Dorian, mas a reação das pessoas perante isso – e no filme essa sutileza apareceu.

Enfim, a adaptação de Oliver Parker não se configura, pra mim, como uma adaptação fiel ao livro, nem como uma adaptação ousada, no sentido de recriação e adição de elementos novos que não soem anacrônicos. A título de divulgação do polêmico e instigante legado de Wilde, contudo, é uma adaptação que vale a pena.

1Breve comentário sobre a adaptação cinematográfica da obra “O retrato de Dorian Gray” (1891) de Oscar Wilde, dirigida por Oliver Parker, em 2009. Contém spoilers duplos! Tanto do livro quanto do filme.

2WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Gray. Tradução de Paulo Barreto (João do Rio). São Paulo: Hedra, 2006. p. 38.

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Wilde (filme)

Para conhecer um pouco mais da vida do autor do mês Oscar Wilde, fica a indicação do filme Wilde (Reino Unido, 1997, Direção de Brian Gilbert). Trata-se de um filme biográfico, a partir do final do período de turnê do escritor pela América, no ano de 1882, até a saída da prisão, em 1897.

Este período abarca o casamento com Constance Lloyd, o nascimento e a

Filme "Wilde" (1997)

Filme “Wilde” (1997)

infância dos dois filhos e, principalmente, a relação de Wilde com Robert (Robbie) Ross, além da conturbadíssima ligação amorosa do escritor com Lord Alfred Douglas (Bosie). É basicamente em torno deste amor que gira a história do filme, chegando ao auge no processo/condenação sofrida por Wilde a partir de ações do marquês de Queensberry, pai de Bosie.

Destaca-se a preocupação com a estruturação do personagem Oscar Wilde, sobretudo seu tom de voz, tão recorrentemente citado como sedutor e bem colocado. Além disso, o filme conta com a citação de algumas passagens de textos de Wilde.

É, portanto, um interessante filme, para quem quer conhecer parte da “extraordinária” vida do famigerado Oscar Wilde.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=_Y7NGglgjCU

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Salomé (Oscar Wilde)

VOZ DE SALOMÉ: Ah! Beijei a tua boca, Iokanaan, beijei a tua boca. Havia um gosto amargo em teus lábios. Seria o gosto de sangue?… Não, provavelmente fosse o gosto do amor… Dizem que o amor possui um gosto amargo. Mas o que isso importa? O que isso importa? Beijei tua boca, Iokanaan, beijei tua boca.
(No clímax da peça Salomé)

Uma das peças mais conhecidas de Oscar Wilde, Salomé foi escrita no ano de 1891, quando o escritor passou uma temporada em Paris. De acordo com Robert Ross, o tema para a peça já martelava a cabeça de Wilde desde, pelo menos, sua visita a uma exposição do pintor francês Gustave Moreau voltado para o mesmo assunto.

Salomé, chamada de tatuada (tela de Gustave Moreau, de 1871)

Salomé, chamada de tatuada (tela de Gustave Moreau, de 1871)

Inspirada em uma história presente em passagens bíblicas (Mateus 14: 3-11 e Marcos 6: 21-28), e escrita originariamente em francês [1], a peça conta, em um único ato, com os requintes típicos da elaboração estética de Wilde, a história de uma festa celebrada no palácio do tetrarca Herodes Antipas. Nesta festa, Salomé se revela apaixonada pelo profeta Iokanaan (mais conhecido como São João Batista), que estava preso no palácio por ter denunciado publicamente o casamento incestuoso entre Herodes e Herodíade, a qual fora casada com o irmão do tetrarca, bem como a corrupção reinante no governo.

A tensão da peça é grande: há sinais de que algo ruim ocorrerá, os quais se manifestam todo o tempo através de falas dos personagens principais ou mesmo os secundários, como alguns guardas.

Um aspecto curioso é a forma como os judeus são representados: há alguns deles no enredo, e são retratados como confusos com relação à própria religião, discutindo se os anjos existem ou não, se os milagres do Salvador são verdadeiros ou não (e de qual tipo), etc. Uma passagem que retrata essa característica é a fala do personagem “Quinto judeu”: “Pode ser que aquilo que chamamos de mal seja o bem, e o que chamamos de bem seja o mal. Não se sabe nada de nada”.

Há um funcionário do palácio, o jovem sírio Narraboth, que é encantado por Salomé. Também o tetrarca Herodes não consegue tirar os olhos da moça, à revelia das constantes repreensões de sua esposa. Mas ela se revela apaixonada pelo profeta Iokanaan e suplica-lhe um beijo, o qual é negado veementemente. Iokanaan a repele, e a aconselha a procurar o Senhor (Jesus) para a redenção de seus pecados.

Aproveitando-se da situação da festa (que requer o entretenimento dos convivas), e do insistente pedido de seu tio e padrasto Herodes, Salomé faz a dança dos sete véus, dança esta que foi “comprada” pelo tetrarca com a promessa de dar à jovem tudo o que ela desejasse, até a metade de seu reino.

Salomé, então, pede a cabeça de Iokanaan em uma bandeja de prata. Embora Herodes tente, com as mais diversas e ricas ofertas, dissuadir sua enteada e sobrinha da solicitação feita, a promessa não pode ser quebrada e a insistência

"O clímax" (ilustração de Aubrey Beardsley para o texto da peça "Salomé")

“O clímax” (ilustração de Aubrey Beardsley para o texto da peça “Salomé”)

de Salomé, acrescida das comemorações da mãe (profundamente incomodada com as falas do profeta prisioneiro, que a fazem encarar a imoralidade da corte em que vive), levam ao desfecho: a cabeça do profeta é entregue a Salomé em um escudo (e não uma bandeja) de prata. Ela, então, pega a cabeça e beija a boca de Iokanaan, alcançando seu objetivo e atingindo um êxtase doentio.

Vendo a cena, Herodes se exaspera e ordena que seus soldados acabem com a vida de Salomé, a qual é esmagada pelos escudos dos funcionários do tetrarca.

Uma peça que captura o leitor/espectador por conta da tensão entre os desejos e seus objetos, bem como pelas repreensões e pelos ardis em função destes desejos…

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[1] A primeira tradução para o inglês foi feita, em 1894, por Lord Alfred Douglas, o mais conhecido amante de Oscar Wilde.

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Uma tragédia florentina (Oscar Wilde)

Bianca: Por que não me disse que era tão forte?

Simone: Por que não me disse que era bonita?

Ele a beija na boca.

(Desfecho da peça “Uma tragédia florentina”, de Oscar Wilde)

Mais um fragmento disponível no “Teatro Completo” de Oscar Wilde, no volume II, da editora Landmark, a peça Uma tragédia florentina (A florentine tragedy) é, segundo Robert Ross, uma demonstração de que Wilde, por paradoxal que pareça, gostava de não começar as coisas que terminava.

Acontece que este fragmento foi encontrado por Ross, após a morte de Oscar Wilde, sem o começo, a(s) cena(s) inicial(iniciais). Tempos depois, Ross teve a oportunidade de comparar este manuscrito com uma outra versão da mesma peça, que estava com outro conhecido de Wilde, e a suspeita foi confirmada: a peça carecia de um início.

Ainda assim, trata-se de um texto bastante interessante, cuja situação ocorre em Florença, no início do século XVI. Um comerciante retorna à sua casa e lá encontra, sozinho com sua esposa Bianca, o Príncipe Guido Bardi. O comerciante, de nome Simone, trata-o com fina hospitalidade, e acaba mesmo por vender diversas mercadorias para o Príncipe, que lhe oferece sempre mais que o valor pedido e merecido.

Com diversas alfinetadas à suspeita situação ali encontrada – o Príncipe sozinho com a mulher do comerciante – Simone vai gerando uma forte tensão, camuflada sob a polida educação e hospitalidade oferecida. Até que, por fim, o Príncipe decide voltar à sua própria residência, e pede seus pertences. Simone, então, pega a espada do “convidado” e a examina, elogiando-a. Pede a honra de comparar com a sua própria, que provavelmente não chega a se aproximar de tão bem trabalhada arma. Ela tem, contudo, corte, como a do Príncipe. E é o corte que os dois homens passam a comparar. A comparação é, no entanto, um duelo.

A tragédia tem um humor interessantíssimo, pela sutileza do enfrentamento entre os homens, e pelo desfecho: Simone acaba por matar o Príncipe. Sua mulher, então, corre para seus braços, apaixonando-se novamente por seu homem, que agora se mostra um bravo e corajoso companheiro. Simone, por seu turno, encanta-se com a beleza da mulher, antes depreciada por ele, mas vista sob nova perspectiva desde que o Príncipe em pessoa foi capaz de por ela se encantar.

Oscar Wilde colocou, nesta peça-fragmento, uma encantadora relação de tragédia e humor, tornando-a deveras interessante e peculiar.

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A santa cortesã (Oscar Wilde)

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“Teatro completo (Vol. II)” – Oscar Wilde

“Que deuses adorais, então? Ou será que não adorais nenhum deus? Existe quem não tenha deuses para adorar. Os filósofos que usam longas barbas e mantos castanhos não têm deuses para adorar. Discutem uns com os outros nos pórticos. Os [ ] riem deles.”
Myrrhina, personagem da peça “A santa cortesã”, de Oscar Wilde

Consta da edição bilíngue do “Teatro completo” de Oscar Wilde, da editora Landmark, no segundo volume, o fragmento sobrevivente da peça “A santa cortesã” (La sainte Courtisane – ou, ainda, The woman covered with jewels) [1].

Esta peça, cuja redação Wilde iniciou em 1894, trata de uma cortesã de Alexandria que vai ao deserto tentar um certo jovem e belo eremita, o qual evitava olhar para o rosto das mulheres. Quando eles se encontram, ocorre uma espécie de inversão: por suas palavras, o eremita acaba apresentando o amor de Deus à cortesã, o que a leva à conversão; já a mulher, cuja imagem o eremita acabou acidentalmente olhando, faz com que o homem abandone sua vida santa e siga para Alexandria, a fim de encontrar a vida do prazer.

O texto, conforme dito, teve sua redação iniciada em 1894. Após seu período de prisão, entre 1895 e 1897, Oscar Wilde retomou a peça, mas em vez de um término da redação, o que ocorreu foi a perda do original. O que restou e agora é conhecido não passa de pedaços de um primeiro esboço.

Segundo o prefácio da edição da Landmark, esta peça explora uma  das obsessões de Oscar Wilde: “o paradoxo do hedonismo religioso e a piedade pagã”.

Já o prefácio feito por Robbie Ross (o amigo e executor literário de Wilde), disponível na edição online da The University of Adelaide, afirma que “A santa cortesã” explora uma teoria de que o autor gostava muito: a de que, ao converter alguém a uma ideia, você perde a fé na mesma.

Mesmo no fragmento sobrevivente, é possível vislumbrar o paradoxo estabelecido entre os personagens Myrrhina (a cortesã) e Honório (o eremita), e a inversão de papeis que acaba acontecendo. É, mesmo em sua restrita redação restante, um interessante texto de Oscar Wilde.

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[1] Esta não é a leitura do mês do Sempre um Livro, mas acho interessante aproveitar a oportunidade para conhecer mais sobre a obra de Oscar Wilde.

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Encontro de 12 de janeiro de 2013

O primeiro encontro do ano, para debater o livro O macaco nu, do zoólogo (e artista) Desmond Morris, foi permeado por diversas afirmações de surpresa com relação a alguns pontos levantados na referida obra.

No geral, contudo, a leitura foi muito bem recebida pelos integrantes do Sempre um Livro, com o seguinte destaque, afirmado de forma unânime: o livro de Morris oferece uma perspectiva atípica nos estudos sobre o “homem”, de forma que complementa as visões das diversas ciências humanas, além de relembrar a mais fundamental característica do macaco pelado: ser um animal.

ESTRÉIA

Neste encontro, ocorreu a estreia do Leonardo Azevedo. Sendo das Ciências Sociais, com foco na Antropologia, ele iniciou a participação no grupo em uma discussão bastante oportuna.

MAIS TEMPO

Com a entrada de novos integrantes, e por fatores ligados aos debates, o grupo decidiu por estender o tempo dos encontros, que passaram a ser de 3 horas.

VOTAÇÃO

O livro escolhido como próximo alvo das leituras e discussões foi O retrato de Dorian Gray, do escritor Oscar Wilde.

Entraram na disputa os seguintes títulos: A identidade cultural na pós-modernidade (Stuat Hall), Barco a seco (Rubens Figueiredo), A idade do serrote (Murilo Mendes), e Lolita (Vladimir Nabokov).

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