Encontro do dia 02 de junho de 2012

Mais uma tarde de sábado com interessantes discussões do Sempre um Livro. Neste encontro, foi alvo das reflexões do grupo o ensaio de Norbert Elias, A peregrinação de Watteau à Ilha do Amor.

A apresentação, por Elias, das variadas formas pelas quais a tela de Watteau (Peregrinação para Citera) foi recepcionada, de acordo com diversas épocas e suas respectivas ideologias gerou diálogos valiosos, que permitiram contemplar aspectos históricos, artísticos, etc…

Sobre a edição, contudo, ainda ficaram alguns questionamentos: ainda que de ótima qualidade, pecou por apresentar a tela objeto da discussão no centro da obra, o que atrapalha um pouco a visualização da mesma. Valeria, neste caso, como foi dito no debate do Grupo, um dobrável com a imagem, de forma que ela pudesse ser vista integralmente.

Mas, principalmente, sobre os textos adicionais que tratam da figura de Antoine Watteau, disponibilizados ao final do ensaio de Norbert Elias: foi notada a falta do poema, amplamente citado, de Baudelaire, Voyage à l’isle de Cythère (Viagem à ilha de Citera), integrante da obra As flores do mal. Vale dizer que a integrante Isabella Brandão atentou-se a isto e levou seu exemplar bilíngue para compartilhar a leitura. É ainda digno de nota que o texto de Gérard de Nerval constantemente citado no texto é o Voyage à Cythère (Viagem à Citera), um ensaio em que há o relato do autor acerca de suas impressões quando da viagem à verdadeira ilha. O texto disponibilizado após o ensaio de Elias, no entanto, é uma espécie de adaptação (com marcas de ficção) deste, integrante do romance Sylvie. Não ficou claro o motivo da opção por esta adaptação e não por aquele primeiro, efetivamente crucial na análise de Norbert Elias.

Votação

Para o próximo encontro, o Sempre um Livro elegeu o mineiro João Guimarães Rosa, e sua obra Sagarana, indicada pelo Rogério Arantes. Como ficou acertado, cada integrante deverá, a seu gosto, escolher e fazer a leitura de dois contos da obra, pelo menos. O anfitrião, por sua vez, fará a leitura integral, para conduzir as discussões.

Figuraram ainda, como concorrentes, as seguintes obras: O que é virtual? (Pierre Lévy), O banquete (Platão), O túnel (Ernesto Sabato), A utopia (Thomas Morus) e Um céu numa flor silvestre (Rubem Alves).

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